Dora Paula Paes
24/02/2026 18:45 - Atualizado em 24/02/2026 19:16
Reprodução
A cúpula do PL confirmou a chapa formada por Douglas Ruas, pré-candidato ao governo do Rio, e Rogério Lisboa (PP), com seu vice nas eleições de outubro. A decisão anunciada, em Brasília, após reunião com o senador Flávio Bolsonaro, nesta terça-feira (24), também tem outra definição: para o Senado, o atual governador do Rio, Cláudio Castro, terá ao lado o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União).
O governador Cláudio Castro falou em dia decisivo para o futuro do estado do Rio e do País. Também, anunciou que deixará o cargo em abril para colocar seu nome à disposição para o Senado Federal. “Temos convicção de que a Direita apresenta um projeto sólido para o Rio de Janeiro”, salientou em suas redes sociais.
A Folha 1 havia, desde antes da reunião, divulgado a possibilidade dessa dobradinha de Douglas Ruas e Rogério Lisboa. A mídia fluminense já dava como certa essa formação. O prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), inicialmente teve o nome contado pelo PL, porém, assim como ocorreu na decisão de Eduardo Paes (PSB), acabou ficando sem a vaga.
Dentro do PL fluminense, a disputa interna era entre Douglas, secretário estadual de Cidades, e Felipe Curi, atual secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Com aposta maior no nome de Douglas, que é deputado estadual licenciado.
Para o grupo da direita no estado, ele era considerado o nome favorito. Sua trajetória política é marcada por ter atuado na injeção de emendas parlamentares em São Gonçalo, município onde foi secretário, e seu pai, Capitão Nelson, é prefeito.
Quanto ao Partido Progressistas, nos planos do presidente do diretório estadual, Doutor Luizinho, sempre esteve o nome do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa. Inicialmente, o nome de Wladimir teria sido um desejo do senador Flávio Bolsonaro.
Segundo a coluna da Berenice Seara, o PL cogitava ter Wladimir, mas Luizinho não abriu mão de Rogério. A decisão do PL pelo PP é aumentar o tempo de TV, além do cálculo dos recursos do Fundo Eleitoral para a campanha, quando somado à futura aliança com o União Brasil.