Calor extremo traz alerta para cuidados com a saúde de crianças e idosos
Júlia Alves 31/12/2025 09:11 - Atualizado em 31/12/2025 09:18
Onda de calor atinge o Estado do Rio
Onda de calor atinge o Estado do Rio / Foto: Rodrigo Silveira
Com a elevação das temperaturas desde a chegada do verão, no último dia 21, aumenta a preocupação com os cuidados com a saúde de crianças e idosos durante esse período. O calor extremo pode causar, principalmente nesses grupos mais vulneráveis, desidratação e insolação. Especialistas reforçam a importância de aumentar a ingestão de água e de evitar exposição ao sol nos horários mais quentes. O período iniciado em dezembro se estende até março. Embora os últimos dias tenham sido de calor foram de normal, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alertas de perigo potencial (amarelo) para chuvas intensas e de perigo (laranja) para tempestades.
A insolação é provocada pelo excesso de exposição ao sol e ao calor intenso. Isso acontece quando a temperatura do corpo passa dos 40º C, com isso, o mecanismo de transpiração falha e o corpo não consegue se resfriar. Já a desidratação ocorre devido à perda significativa de água, ocasionada pelo calor intenso e suor excessivo. A perda de água e de sais minerais pode causar ainda a exaustão pelo calor e os sintomas são fraqueza, dor de cabeça, náusea e tontura.
A pneumopediatra Ellem Ramos diz que o calor extremo pode ser mais perigoso para as crianças do que para os adultos. Os sinais de desidratação incluem: boca e lábios secos; fontanela (moleiras) fundas em bebês; choro sem lágrimas; urina escura ou redução na quantidade de fraldas de xixi; sonolência, irritabilidade ou cansaço excessivo.
“Bebês e crianças pequenas correm ainda mais risco, pois dependem totalmente do adulto para se hidratar e se proteger”, disse Ellen. Ela reforça que o leite materno seja oferecido com mais frequência e que a mãe, que amamenta, beba ainda mais água que o normal.
Já na alimentação das crianças, deve-se dar preferência para frutas ricas em água e refeições leves.
Outro grupo que precisa ter atenção nesse período é o de idosos, cujo principal risco é a desidratação. A médica Thaís Crespo explica que a família pode identificar os sintomas quando eles expressarem sinais de desorientação mental, agitação psicomotora, e ressecamento de mucosas, como pouca saliva. “No caso da insolação, além do sinal visível, com a pele mais avermelhada, os idosos costumam apresentar elevação da temperatura corporal”, acrescentou.
Outro alerta vai para a saúde do coração. O cardiologista Halim Abdu Neme, que integra a equipe de hemodinâmica do programa SOS Coração, destaca o aumento de incidência de emergências cardiológicas durante o período de temperaturas elevadas.
“O calor extremo está associado ao aumento de eventos cardiovasculares, como infartos, pois provoca desidratação e torna o sangue mais viscoso, exigindo mais do coração. Isso eleva o risco de trombose e arritmias, especialmente em pessoas com doenças arteriais silenciosas. Para se proteger, procure manter-se hidratado, evite atividades físicas intensas durante os horários mais quentes e monitore os fatores de risco. Buscar atendimento imediato em casos de dor no peito, falta de ar ou mal-estar pode salvar vidas”, orientou.

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