Folha tem 2023 marcado pelo adeus ao jornalista Ícaro Barbosa
30/12/2023 16:57 - Atualizado em 30/12/2023 17:08
Ícaro foi repórter e diretor de mídias sociais da Folha
Ícaro foi repórter e diretor de mídias sociais da Folha / Foto: Genilson Pessanha
Entre todas as perdas sentidas pelos campistas e pela população brasileira em geral durante o ano de 2023, uma teve impacto singular na família Folha da Manhã. Na noite de 13 de maio, morreu aos 23 anos o jornalista Ícaro Paes Pasco Abreu Barbosa. Filho dos jornalistas Aluysio Abreu Barbosa e Dora Paula Paes, ele era repórter da Folha desde maio de 2019 e diretor de mídias sociais desde o final de 2021, tendo deixado a sua marca na renovação e no crescimento das plataformas on-line do jornal nos últimos anos. Velado em uma capela do Campo da Paz, seu corpo foi sepultado no mesmo cemitério, no dia 14, em cerimônia marcada por homenagens e pela comoção de muitos familiares, amigos e colegas de trabalho.
As homenagens a Ícaro não se limitaram ao momento de adeus. Após proposta assinada pelos vereadores Nildo Cardoso e Raphael Thuin, a sessão de 16 de maio da Câmara Municipal teve um voto de pesar pelo falecimento do jornalista. Três dias depois (19), uma missa de sétimo dia encheu a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, que também sediou a missa de 30 dias, em 13 de junho. Já no dia 12 de agosto, por meio da emoção e da presença dos seus familiares, Ícaro se fez presente na 30ª Feijoada da Folha, que reuniu lideranças políticas, empresariais e de outros segmentos da sociedade no Rancho Gabriela.
— Ícaro está aqui com a gente! — definiu o pai de Ícaro e diretor de Redação da Folha. Além dos pais, Aluysio e Dora, também estiveram presentes a avó paterna, Diva Abreu Barbosa, diretora-presidente do Grupo Folha; e o tio e padrinho, Christiano Abreu Barbosa, diretor-financeiro do mesmo grupo.
“Generoso”, “responsável”, “inteligente”, “respeitoso”, “amigo” e “alegre” foram alguns dos adjetivos citados em um vídeo de 16 minutos sobre a vida de Ícaro, exibido na Feijoada e disponível no YouTube. Roteirizado por Aluysio Abreu Barbosa; dirigido pelo também jornalista Antunys Clayton, ex-editor-geral da Folha, e produzido por Paulo Marques, profissional da Plena TV, o curta-metragem “Ícaro Voador” reuniu 27 depoimentos de pessoas que conviveram com o homenageado.
— Ícaro era uma pessoa brilhante, de uma escrita marcante e singular. Felizmente, nas nossas conversas, tive a oportunidade de dizer para ele, várias vezes, da minha admiração pelo seu trabalho pela pessoa que ele era — disse a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Campos, Madeleine Dykeman.
— Te amo, meu afilhado. Continue voando o mais alto que puder e busque o seu sol — desejou o tio e padrinho, Christiano Abreu Barbosa.
— Ícaro era um garoto muito bom, com um futuro promissor. Muito inteligente! Um ser humano de personalidade muito forte, mas que tinha uma grande sensibilidade e generosidade — destacou o repórter fotográfico da Folha Genilson Pessanha.
— Um rapaz com personalidade e vontade de aprender, que logo se integrou à equipe e fez amigos. Um repórter que se empolgava com as pautas e sinalizava o seu futuro promissor — enfatizou a editora-geral da Folha, Joseli Matias.
— Um jovem genial. Sempre fui seu fã — relatou o vice-prefeito de Campos e presidente da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro), Frederico Paes.
— Recordo com muito carinho a primeira entrevista que concedi a Ícaro. Foi no ano de 2019, como prefeito, visitando o (Asilo) Monsenhor Severino). É um momento que hoje guardo com muita emoção no meu coração, por ter vivido isso com ele — lembrou o ex-prefeito de Campos Rafael Diniz.
— Sempre aprendi muito com ele, desde criança até por agora. Ele sempre tinha uma coisa nova para ensinar, era fora de série sobre vários assuntos — ressaltou o estudante universitário João Marcelo Coutinho, amigo de infância de Ícaro.
— Conheci Ícaro há dois anos, tive esse prazer de o conhecer. Um rapaz fora do tempo dele, com um coração imenso. Chegou devagarzinho e conquistou não só o meu coração, como os de todos os amigos — reforçou o comerciante André Pinto.
— Conheci Ícaro na escola, por volta do início do ensino médio, e tivemos a sorte de nos reencontrar na Folha quando comecei o meu estágio. Lembro de, na entrevista, ter visto o rosto conhecido dele. Como sempre, me tratou super bem — salientou a repórter da Folha Ingrid Silva.
— Ícaro era um cara culto. Gostava de música, de história, de cinema. (...) Profissionalmente, era um cara que tinha convicções, as suas ideias, e defendia os seus ideais, mas também sabia ouvir e dialogava bastante — realçou o editor de Esporte e Cultura da Folha, Matheus Berriel.
— Vi Ícaro crescer na redação da Folha da Manhã, onde passei 20 anos. Dentro e fora do jornal, por minha amizade com Dora e Aluysio, fui acompanhando a evolução daquela criança de sorriso arteiro, tornando-se um rapaz sensível, amoroso, intenso e inteligente — comentou a jornalista Suzy Monteiro.
— Ícaro me chamava de tio. Havíamos combinados de ir à praia de Chapéu de Sol há menos de um mês do acontecido. Tínhamos papos longos sobre vida, jornal, rock e jazz. Era um filho. Fica um vazio enorme em todos nós — definiu o empresário Murilo Dieguez, colunista da Folha.
— Para falar do Ícaro Barbosa, temos que falar da sua alegria. Por onde passou, sempre deixou aquela marca de alegria, de satisfação, de felicidade e companheirismo — elencou o gerente da rádio Folha FM 98,3, Cláudio Nogueira.
— Minhas lembranças de Ícaro são felizes. Um menino que vi correr e crescer pelo jornal; um colega de redação cheio de presteza, opiniões; um amigo que achava tempo para conversar, contar da vida e das experiências na Folha; um jornalista que dividia pautas e ideias comigo; um homem que, com carinho, eu chamava de menino — falou a jornalista Verônica Nascimento.
— Um jovem brilhante, que já trilhava um caminho de sucesso, sempre com textos originais e uma educação primorosa — expressou o o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Campos, Felipe Estefan.
— Ícaro sempre buscava inovar em suas abordagens e sugestões de pauta — confirmou o editor do portal Folha1, Mário Sérgio Júnior.
— Era um rapaz muito simpático e educado. Ele me ensinou muitas coisas na Folha — citou Caroline Pinheiro, estagiária do jornal.
— Ícaro herdou o dom jornalístico do avô (paterno, o fundador da Folha Aluysio Cardoso Barbosa, in memoriam). Muito inteligente. Era fácil fazer matéria com ele — expressou o presidente da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), Tito Inojosa.
— Posso testemunhar o seu jeito de tratar o jornalismo: sempre com devoção, respeito e sensibilidade — relatou o presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC), Wellington Cordeiro.
— Ele já havia passado da fase de talento promissor e alcançado o seu próprio espaço como um profissional diferenciado — assegurou o industrial Geraldo Coutinho, proprietário da Usina Paraíso.
— Trabalhei pouco tempo com ele, mas se mostrou uma pessoa bacana, alegre e positiva. Foi uma grande perda — disse a repórter da Folha Catarine Barreto.
— Conhecia o Ícaro desde pequeno, pela convivência profissional que eu já tinha com os pais, Dora e Aluysio, mas foi uma grata surpresa encontrar o Ícaro também na redação, como uma pessoa extremamente vocacionada — comentou o editor de Política da Folha, Rodrigo Gonçalves.
— Ícaro era como um final de tarde: bonito, de um coração puro — filosofou o jornalista e amigo Rafael Abud.
— Sempre foi um garoto muito bom, muito educado, respeitador — elogiou o motorista da Folha Francisco Carlos da Silva.
— Um menino incrível. Cresceu assim e se tornou um grande homem — disse o editor de Arte da Folha, Eliabe de Souza, a quem Ícaro chamava de irmão.
Para o irmão de sangue, Aquiles Paes, o que se destacava em Ícaro eram o humor e o senso de paternidade para com ele.
— Infelizmente, com a sua ida, todos nós fomos um pouco também — resumiu.
Emocionada, a mãe de Ícaro resumiu dizendo que o filho sempre foi o que quis ser.
— Tímido, alegórico, alegre, triste, humano, mas, acima de tudo, o meu pedaço — finalizou Dora.
Em artigo de junho, o pai, Aluysio, já havia descrito o que só ele e Dora são capazes de descrever:
— Um dia após o outro. Sem nenhuma garantia como se acordará no próximo. Assim se dá com todos que vivem o luto por quem amam. Como não há amor maior que o de mãe e pai pelos filhos, a perda física destes, sobretudo precoce, é a dor humana mais lancinante.
Homenagem a Ícaro na Feijoada
Homenagem a Ícaro na Feijoada / Genilson Pessanha

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