Nicolás Maduro, com olhos e ouvidos cobertos e mãos algemadas, após ser capturado pelas forças militares dos EUA com a esposa dentro de complexo militar da Venezuela em Caracas
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A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, foi reconhecida pelas Forças Armadas venezuelanas como presidente interina do país. Rodríguez, divulgou nesse domingo (4) uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo diálogo, o fim das hostilidades e uma "agenda de colaboração", menos de 24 horas após a captura de Nicolás Maduro por uma operação militar norte-americana.
No documento, Delcy — que teve sua autoridade reconhecida pelo alto comando militar venezuelano após a retirada forçada de Maduro do país — afirma que a Venezuela "aspira viver sem ameaças externas" e faz um apelo direto à Casa Branca para evitar um conflito armado.
"Presidente Donald Trump: nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra", escreveu Delcy. A dirigente chavista propõe o estabelecimento de uma "agenda de cooperação" com Washington e defende um relacionamento baseado na "não ingerência", citando o líder deposto: "Esse sempre foi o predicamento [postura] do presidente Nicolás Maduro e é o de toda a Venezuela neste momento".
A carta é divulgada em um momento de tensão máxima. Maduro e sua esposa foram capturados e levados de avião para os EUA. Eles devem se apresentar ao Tribunal Distrital Federal de Manhattan na segunda-feira (5).
Marco Rubio, secretário de estado dos EUA, informou que Maduro foi preso por agentes americanos para responder a acusações criminais que enfrenta no país. Rubio destacou, em entrevistas a canais norte-americanos, que os EUA não vão governar a Venezuela, diferente do que disse Trump, mas ressaltou que usarão bloqueio do petróleo para pressionar o país.