Câmara de Campos cancela reunião para debater crise econômica no município
25/01/2021 | 17h32
Câmara dos Vereadores de Campos
Câmara dos Vereadores de Campos
A reunião extraordinária que estava prevista para esta terça-feira (26), na Câmara Municipal, para debater a crise econômica de Campos foi cancelada. Segundo nota enviada pelo Legislativo goitacá, o motivo foram a pandemia de Covid-19
O presidente Fábio Ribeiro (PSD) participou, nesta segunda-feira (25), de uma reunião com o Gabinete de Crise Covid-19 do Executivo, e informou que o momento ainda é de atenção, sendo preciso manter os cuidados. “Entendemos que o momento que Campos vive ainda é de atenção máxima. Por isso, estamos intensificando as medidas de prevenção e vamos colaborar para conscientização da população”, esclareceu o presidente.
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PSD de Wladimir namora com Clarissa Garotinho
22/01/2021 | 18h10
Wladimir e Clarissa Garotinho
Wladimir e Clarissa Garotinho / Divulgação
O PSD de Wladimir Garotinho está de namoro com a deputada federal e irmã do prefeito de Campos, Clarissa Garotinho. Atualmente no Pros, ela recebeu proposta da direção e um encontro com o presidente nacional da legenda, o ex-ministro Gilberto Kassab, é aguardada para os próximos dias.
A aproximação política ainda maior dos irmãos não é de hoje. Embora tenha sido eleita em 2018 com maioria dos votos na cidade do Rio de Janeiro, Clarissa teve desempenho fraco nas urnas no ano passado, quando se candidatou à Prefeitura da capital fluminense e recebeu apenas 12.178 votos. No entanto, com a eleição de Wladimir em Campos, a estratégia da família Garotinho é fazer com que a deputada se dedique mais ao Norte Fluminense, ocupando o lugar do irmão, que deixou a Câmara Federal para assumir a prefeitura goitacá.
Em entrevista ao Folha no Ar, na Folha FM, no dia 2 de dezembro, Wladimir foi o primeiro a falar sobre essa aproximação da irmã com a região novamente, o que foi confirmado pela própria Clarissa em entrevista na posse do prefeito de Campos, em 1º de janeiro.
— Tenho um carinho muito grande pela cidade, é a minha cidade onde meu pai foi prefeito, minha mãe foi prefeito e meu irmão é prefeito, onde eu também me elegi deputada federal. Houve um momento onde tivemos uma estratégia de lançar nós dois, eu e Wladimir, a deputado federal, com prioridade para ele aqui na região porque tínhamos o projeto para que ele se tornasse prefeito. Agora que ele não está em Brasília, eu vou novamente ocupar esse espaço, trabalhando junto aos ministérios, trazendo recursos, projetos, obras para cidade porque essa articulação com o governo federal é extremamente importante para que a gente possa retomar o desenvolvimento para a cidade de Campos, gerar mais oportunidades e estarei em Brasília cumprindo esse papel — disse Clarissa.
Na última quarta-feira, os dois tiveram juntos em um encontro com parte da bancada fluminense em Brasília que apoia o deputado Artur Lira à presidência da Câmara (aqui). A reunião também teve a presença do governador em exercício Cláudio Castro (PSC).
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Média móvel de casos de Covid-19 em Campos está acima dos 100 há 14 dias
22/01/2021 | 11h40
Os números são claros. Campos vive o pior momento desde o início da pandemia de Covid-19 e as estatísticas traduzem em dados a realidade vivida pelo profissionais da área da saúde em leitos próximos da capacidade máxima. O município completou nesta quinta-feira (21) o 14º dia seguido da média móvel acima dos 100 infectados. Desde o início do ano, o aumento da média de casos é de 107%.
A média móvel é adotada por especialistas e permite analisar se o número de casos confirmados e o de mortes nos últimos 14 dias tem aumentado ou diminuído, de acordo com o mesmo intervalo de tempo das semanas anteriores, e mostra uma tendência mais próxima da realidade.
De acordo com o levantamento do blog, a média móvel era de 174 casos nesta quinta, mas chegou ao pico de 190 no dia 15 de janeiro. Aliás, as aglomerações com as festas de fim de ano era uma das maiores preocupações dos especialistas e, duas semanas após o Réveillon o município atingiu o seu pior momento desde o início da pandemia. A título de comparação, a média em 31 de dezembro, no último dia de 2020, era de 84 casos.
O último boletim da Prefeitura informa são 617 mortes causadas pelo coronavírus, mas nos cartórios do município já são 837 registros de óbitos por Covid-19, segundo o Portal da Transparência do Registro Civil. No entanto, mesmo considerando apenas o dados divulgados pela secretaria municipal de Saúde, Campos também vive o seu pior momento na pandemia em relação às mortes, com média de cinco nos últimos 14 dias. Na auge da primeira onda, entre julho e agosto, essa média não ultrapassou os quatro óbitos.
A título de comparação, a média móvel de mortes em Campos é maior do que nos estados do Acre (1,7); Amapá (4); Roraima (2); e Tocantins (2).
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Wladimir e Clarissa vão a encontro da bancada fluminense em apoio a Lira
20/01/2021 | 18h31
Wladimir, Arthur Lira e Clarissa Garotinho
Wladimir, Arthur Lira e Clarissa Garotinho / Divulgação
O prefeito de Campos Wladimir Garotinho (PSD) e a irmã, a deputada federal Clarissa Garotinho (Pros), participaram de uma reunião da bancada fluminense na Câmara Federal em apoio ao candidato a presidente da Casa Artur Lira (PL). O encontro, nesta quarta-feira (20), aconteceu no Palácio Guanabara, juntamente com o governador em exercício Cláudio Castro (PSC), e depois prosseguiu para uma churrascaria no Rio de Janeiro.
Além de parlamentares, alguns prefeitos também estiveram presentes. Wladimir Garotinho foi eleito deputado federal em 2018 e deixou o cargo no final do ano passado para assumir o Executivo campista. Durante a campanha, Wladimir afirmou por diversas vezes que, por causa da crise econômica do município, um caminho seria buscar recursos em Brasília e, para isso, os deputados têm a caneta nas mãos para encaminharem emendas do orçamento federal para a região.
Arthur Lira, por sua vez, vem rodando o país em busca de apoios dos deputados para a eleição à presidência da Câmara. Ele tem a irrestrita contribuição de Jair Bolsonaro (sem partido) para a disputa de Lira contra Baleia Rossi (MDB), que é o candidato do atual presidente Rodrigo Maia (DEM).
Tanto o PSD de Wladimir como o Pros de Clarissa já declararam apoio à candidatura de Lira. Nas redes sociais, a filha do ex-governador Anthony Garotinho tem explicitado sua preferência ao deputado alagoano.
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PDT, PSC e PSD ficam com presidências de três comissões na Câmara de Campos
18/01/2021 | 17h08
Depois de definir os integrantes das 25 comissões, os integrantes também votaram e elegeram seus respectivos presidentes. PDT, PSC e PSD foram os partidos que acumularam a maior quantidade de comissões, com três para cada um. O PSD, do prefeito Wladimir Garotinho, também tem a maior bancada da Casa, com quatro parlamentares, e também tem o presidente do Legislativo, o vereador Fábio Ribeiro.
Como decidido no dia da sessão extraordinária que reconheceu o decreto do Executivo de calamidade financeira, no dia (aqui), o PSD ficou com a presidência da principal comissão, a de Constituição e Justiça (CCJ), com Kassiano Tavares. Além dele, o grupo também é composto por Dandinho de Rio Preto (PSD) e Bruno Pezão (PL), todos vereadores de primeiro mandato.
Além da CCJ, o PSD também ficou com a presidência das comissões de Fiscalização, com Alvaro Oliveira, e de Agricultura, Pecuária e Políticas Rural, Agrária e Abastecimento, com Dandinho de Rio Preto.
Já o PDT passa a liderar as comissões de Defesa dos Direitos Humanos, com Leon Gomes; Direitos da Mulher, com Marquinho do Transporte; e Defesa da Juventude, com Luciano Rio Lu. Enquanto o PSC terá as presidências das comissões de Finanças e Orçamento e a de Ética, com Pastor Marcos Elias; e da Defesa da Educação, com Maicon Cruz.
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Campos vai receber 11.330 doses da vacina contra Covid-19
18/01/2021 | 11h11
Divulgação
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou que Campos vai receber 11.330 doses da CoronaVac, uma das vacinas contra Covid-19 aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para uso emergencial no país e produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Com os números da contaminação em alta e com aproximadamente 511 mil habitantes, o município vai receber mais doses do que Duque de Caxias, que possui mais de 800 mil habitantes.
Nesta segunda-feira (18), a Prefeitura de Campos retroagiu para a fase laranja, com proibição do funcionamento de bares e restaurantes por uma semana, por causa dos números em alta da Covid-19 (aqui).
Ao todo, o Governo do Estado anunciou que vai enviar 31.610 doses da CoronaVac para os 22 municípios do Norte e Noroeste Fluminense. Além de Campos, as cidades que vão receber as maiores quantidades são Macaé, com 6.242 doses; Itaperuna, com 2.040; São João da Barra, com 1.400; Carapebus, com 1.310; Santo Antônio de Pádua, com 1.300; e Bom Jesus do Itabapoana, com 1.240. (continua após o mapa)
A Secretaria de Estado de Saúde confirmou, ainda, que das 11.330 doses reservadas para Campos, 5.391 (34%) serão para os profissionais da saúde, nove pessoas com mais de 65 anos e uma pessoa com deficiência, totalizando 5.400 pessoas imunizadas. Lembrando que, para a imunização completa são necessárias duas doses, com a segunda aplicação em até 28 dias depois da primeira.
Confira os números de doses por município:
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Governador se reúne com montadoras de veículos para evitar debandada
14/01/2021 | 20h41
O governador Cláudio Castro esteve nesta quarta-feira (13) com representantes da Jaguar/Land Rover. Ele se movimenta no sentido de ampliar relações e evitar que grandes montadoras saiam do Rio, como ocorreu com a Ford, que encerrou suas atividades em São Paulo, Bahia e Ceará.
Esta foi a primeira de uma série de reuniões com montadoras que possuem fábricas e geram 8 mil empregos no estado.
Investimento e contratações - No encontro a multinacional inglesa informou que avalia investir até R$ 19 milhões em 2021 e contratar mais 400 funcionários.
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Jô de Ururaí é o quarto suplente a assumir mandato em 13 dias na Câmara
13/01/2021 | 17h05
Jô de Ururaí toma posse na Câmara
Jô de Ururaí toma posse na Câmara / Divulgação
Apenas 13 dias após a posse, a Câmara de Campos tem a quarta mudança em sua composição. O presidente da Casa, Fábio Ribeiro (PSD), convocou e empossou, nesta quarta-feira (13), o suplente Jô de Ururaí (Podemos), que passa a ocupar o lugar de Diego Dias (Podemos), nomeado novamente pelo prefeito Wladimir Garotinho (PSD) na subsecretaria municipal de Turismo.
Jô de Ururaí recebeu 1.136 votos e é o segundo suplente do Podemos. O partido conseguiu a reeleição de Cabo Alonsimar na última eleição, com 2.459 votos, mas o vereador se licenciou para assumir a secretaria municipal de Segurança Pública.
Diego Dias é o primeiro suplente da legenda, com 1.591 votos recebidos, e também chegou a ser nomeado na subsecretaria de Turismo anteriormente, mas deixou o cargo para assumir o mandato na Câmara e participou da votação que reconheceu o estado de calamidade financeira decretado pelo Executivo (aqui).
Além de Alonsimar e Diego, também migraram para a Prefeitura os vereadores Igor Pereira (SD), na presidência da Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ), e Fred Rangel (PSD), para a secretaria de Serviços Públicos. Para seus lugares, foram convocados Beto Abençoado (SD) e Alvaro Oliveira (aqui).
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Ex-secretário de Obras de Campos se torna vice-presidente do DER
11/01/2021 | 20h26
Cledson Bittencourt
Cledson Bittencourt
O engenheiro Cledson Bittencourt ocupou, durante os quatro anos do governo do ex-prefeito Rafael Diniz (Cidadania), a secretaria municipal de Obras em Campos. Apesar das críticas a sua atuação à frente de uma das pastas mais importantes da Prefeitura, Cledson conseguiu chegar à vice-presidência do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) do Governo do Estado.
Cledson é bem relacionado e chegou ao cargo após indicação do novo presidente do órgão que cuida das rodovias estaduais, o engenheiro civil Luiz Roberto Pereira de Souza.
Nessa segunda-feira (11), Cledson e Luiz Roberto se reuniram com os diretores de Obras e Conservação do departamento, além dos chefes das vinte Residências de Obras e Conservação (ROCs). O encontro foi um balanço geral das últimas demandas e atividades realizadas pelo órgão na malha rodoviária do estado.
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Câmara reconhece, por unanimidade, decreto de calamidade financeira em Campos
08/01/2021 | 16h08
Câmara vota decreto de calamidade financeira
Câmara vota decreto de calamidade financeira / Divulgação - Câmara de Campos
Por unanimidade, a Câmara de Campos reconheceu, na tarde desta sexta-feira (8), o decreto de calamidade financeira publicado pelo prefeito Wladimir Garotinho (PSD) um dia antes no Diário Oficial (aqui). Wladimir justificou a medida drástica por causa da crise fiscal encontrada na Prefeitura. De acordo com ele, existe uma dívida R$ 500 milhões de dezembro, sendo R$ 106 milhões apenas para o pagamento do servidor municipal, e somente R$ 2,9 milhões em caixa.
Com isso, a Prefeitura passa a ter a possibilidade de agilizar procedimentos sem cumprir, temporariamente, determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), como o limite de despesas com pessoal. O decreto vale por 180 dias e as secretarias também ficam autorizadas a adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais.
Líder do governo, Alvaro Oliveira (PSD) destacou a dificuldade financeira do município e culpou o governo anterior. “Como todos sabemos, a LRF autoriza estado de calamidade para que o município tenha mais facilidade de captar verbas estaduais e federais, que é o caso que precisamos. As dívidas deixadas, de início, são de R$ 106 milhões com os servidores. Não devemos, como foi a tônica do governo passado, governar olhando para trás. O retrovisor é para ver o perigo que passou e o que está vindo, mas olhando para frente. Somos governo para quem mais precisa e foi abandonado por quatro anos. Só na Saúde, foram gastos R$ 3,1 bilhão. Em qual saúde? Isso representa 45% do arrecadado nos quatro anos. Não devemos ficar focados, mas mostrar os erros e trabalhar para o futuro”.
Único vereador de oposição, Marquinho Bacellar (SD) também votou favorável e destacou que vai fiscalizar os recursos obtidos. “Mesmo sendo oposição, venho mostrar a todos que sou uma oposição coerente. Entendo que Campos vive a maior crise da história, mas não podemos deixar de fiscalizar cada recurso. Estamos dando um cheque em branco e precisamos fiscalizar. Ouvi muitas vezes que Campos tinha dinheiro e faltava gestão, então vamos trabalhar. A culpa da crise não é apenas do último governo. Sempre que for para o bem de Campos, contem com nosso grupo, comigo e com meu irmão, o deputado estadual Rodrigo Bacellar”.
Ao final da sessão, o presidente da Casa Fábio Ribeiro chamou a atenção para a necessidade de união política. “Os vereadores estão entendendo que é importante a união de todos os agente políticos do nosso município para o benefício da população. É uma matéria importante e necessária porque o governo não sabe o que tem de recursos e dívidas do governo anterior, mas sabe o que está aí, com uma folha de pagamento de dezembro sem pagar, metade do 13º sem pagar, insumos nas áreas de Saúde e Educação que são urgentes, serviços que têm de ser prestados. A união de todos fez com que essa votação fosse de forma unânime. É importante esse projeto para que a gente possa estar fazendo o dinheiro novo, captando recursos necessários para nosso município”.
Em um trecho do decreto, o prefeito justifica a decisão dizendo “que foram encontrados nos cofres municipais recursos insuficientes capazes de dar quitação ao 13º salário e a folha salarial mensal referente ao mês de dezembro, entre outras despesas orçamentárias básicas para o funcionamento mínimo do serviço público”.
Em outra parte, o texto diz: “que o Poder Executivo, nos últimos três anos, mesmo ciente da determinação do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, não se adequou à proibição de utilização dos royalties para pagamento de dívida e do quadro permanente de pessoal, a contar do dia 1º de janeiro de 2021”.
Wladimir disse, na quinta-feira, que houve maquiagem dos dados financeiro do município e relatou dificuldade para pagamento do salário dos servidores. “Destruíram os sistemas de controle interno, maquiaram os números nas prestações de contas ao tribunal, pagaram e reconheceram dívidas dos amigos do poder no apagar das luzes. Deixaram de pagar parte do 13º e o salário de dezembro, somando 106 milhões de dívidas com os servidores, mas só encontramos 2,9 milhões disponíveis para honrar tal compromisso”.
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Sobre o autor

Aldir Sales

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