Vigário Geral lacra com o Bozonaro fazendo arminha no Carnaval do Rio. Deveria levar o primeiro lugar
22/02/2020 | 02h04
A Escola de Samba Acadêmicos de Vigário Geral mostrou que o Carnaval no Brasil não está morto na arte do protesto. A agremiação que abriu a primeira noite de desfiles da Série A, que é o grupo de acesso do Carnaval carioca, jogou na Sapucaí um boneco gigante do palhaço Bozo batendo continência com uma das mãos e fazendo "arminha" com a outra. O boneco é uma referência ao presidente Jair Bolsonaro, que vem assinando vários retrocessos no processo democrático do Brasil e ganhando imensa rejeição pública (inclusive de eleitores que votaram nele nas últimas eleições, dentre eles militares). O enredo da agremiação levou o título de "O conto do vigário".
Um dos trechos do samba-enredo da escola faz referência a índios e quilombolas, para quem Bolsonaro deixou claro que não cederia "nem um centímetro de terra" em demarcações. Para quem não lembra: Bolsonaro também verbalizou que esteve numa comunidade quilombola e que os quilombolas, lá, "não faziam nada".
A escola também colocou integrantes levantando plaquinhas com dizeres como "Meu partido é o Brasil", "Não à ideologia de gênero" e "Fim da velha política", bandeiras fascistas do governo Bolsonaro.
"Tupiniquins, Tupinambás e Potiguaras/ Tamoios, Caetés e Tabajaras/ É Banto, é Congo, é de Angola/ Somos da tribo quilombola/ Que segue aguerrida/ Mas sempre esquecida Por quem tem poder/ Montando em cabrestos/ Matando direitos de quem quer viver/ O homem de terno pregando mentira/ Desperta a ira em nome da fé/ Pois é, na crise nossa gente acende vela/ Pra santo que nem olha pra favela/ E brinca com direito social/ Ó mãe, o morro é o retrato do passado/ Legado de um mito mal contado/ Vigário, teu protesto é Carnaval!, diz um dos trechos do samba-enredo.
A Vigário Geral também fez crítica a Crivella.
Depois da passagem do boneco Bozo, a escola de samba passou com a ala "Bloco Sujo", fazendo uma homenagem aos blocos de rua que se manifestam contra o descaso do poder público - dos políticos. Os integrantes da ala estavam vestidos de marinheiro e melindrosa, carregavam estandartes com as palavras "Educação", "Cultura", "Saúde" e "Democracia". 
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Bozo: "desmatamento e queimadas são culturais". / Seu bife causa quase 90% da destruição
21/11/2019 | 01h56
Nesta quarta-feira (20), na saída do Palácio da Alvorada, ao encontrar eleitores, o presidente Jair Bolsonaro disse que o desmatamento e as queimadas são "práticas culturais no Brasil". Ele ainda criticou a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, dizendo que quando Marina estava à frente da pasta houve "a maior quantidade de ilícitos na Amazônia". Mas, Bolsonaro não apresentou dados que sustentem sua afirmação. 
Na última segunda-feira (18), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostrou que, entre agosto de 2018 e 31 de julho deste ano, a Amazônia perdeu 9.762 km² de floresta, uma alta de 29,5% (quase 30%) em relação ao mesmo período anterior. ESTE É O MAIOR PERCENTUAL DE DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA DESDE 1998, quando o estrago avançou 31% (pouca coisa acima da destruição de agora), e significa, mais ou menos, quase 13 mil quilômetros de mata devastada.
O Sinistro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ignorou, como sempre, sua responsabilidade e a de Bolsonaro em relação a essa destruição, e disse, com o ar debochado que sempre mantém em sua fala, que o aumento se deve a "motivos já conhecidos", que "acontecem há anos". A chamada Amazônia Legal é formada por nove estados, e o Pará é o que responde por 39,6% do desmatamento.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O DESMONTE DAS POLÍTICAS AMBIENTAIS,
FEITO NA CARA DE PAU
FUNDO AMAZÔNIA - O Fundo Amazônia tem por finalidade captar doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia, nos termos do Decreto no 6.527, de 1º de agosto de 2008. Ele estava funcionando normalmente por dez anos (de 2008 a 2018), mas está paralisado em 2019. O Fundo, que já recebeu R$3,4 bilhões de doações desde sua criação, em 2008, foi desmontado por Ricardo Salles, que tentou mudar o conselho responsável por sua administração e a destinação das verbas. O estrago assinado por esses nomes do (des)governo é tão absurdo que em agosto a Noruega, que financia 94% da iniciativa, cancelou um repasse de R$133 milhões, e a Alemanha também cancelou repasse ao Fundo. Após o Inpe, por várias vezes, deixar claro a destruição da Amazônia, Jair Bolsonaro simplesmente demitiu, em agosto, o então presidente do órgão, Ricardo Galvão. 
 
 
IBAMA SUCATEADO - Desde quando tomaram posse, Jair Bolsonaro e o sinistro Ricardo Salles atacam agentes do Ibama, acusando-os de promoverem uma "indústria de multas". Em abril, o presidente disse que mandou Salles "fazer uma limpa" no órgão, e nesse mesmo mês o orçamento do Ibama teve uma redução de 24%, saindo de R$368,3 milhões para R$279,4 milhões. 
BOLSONARO E SALLES SÃO ESTRATÉGICOS - O Observatório do Clima disse, em nota, que o aumento da destruição ambiental na Amazônia ocorreu por conta da estratégia de Bolsonaro de desmontar o Ministério do Meio Ambiente, desmobilizar a fiscalização, engavetar os planos de combate ao desmatamento feitos pelos governos anteriores (PT) :) , e empoderar, no discurso, criminosos ambientais.
O QUE OS DADOS DO ANO QUE VEM VÃO REVELAR?
Ambientalistas acreditam que, em 2020, o Prodes, uma ferramenta do Inpe que mede as taxas anuais de desmatamento, e que indicou esses 29,5% de agora, vai mostrar uma Amazônia muito mais destruída. Apenas entre agosto e a primeira semana deste mês de novembro, o Deter, sistema de alertas do Inpe, registrou 3.929 km² desmatados, o que quer dizer 57% de tudo o que foi destruído até agora em 2019. Em 2020, o setor de monitoramento de matas do Inpe pode ter um corte de 38%, saindo de R$2,01 milhões e indo para R$1,21 milhão.   
O SEU BIFE TAMBÉM ASSINA ESSA DESTRUIÇÃO
- A FLORESTA VIRANDO CAPIM! -
O compromisso do Brasil era de não desmatar mais de 3.900 km² até 2020. E de agosto até a primeira semana de novembro tivemos nada mais nada menos do que mais que isso, 3.929 km². Diante de toda essa destruição, Bolsonaro diz que o Código Florestal "é o suficiente".
"Se fosse, não estaríamos vendo a floresta virar capim", disse a professora Mercedes Bustamante, da UnB.
Quase 90% do desmatamento na região amazônica é em decorrência da pecuária (EXTERMÍNIO DE ANIMAIS). O fogo é usado para limpar o terreno, pra colocar milhares de animais (a maioria, bois) que serão assassinados pouco tempo depois. E a pecuária continua liderando, também, os índices de trabalho escravo, na Amazônia e no restante do país.
Dados do TerraClasse, programa de monitoramento das áreas que já foram abertas, feito pelo Inpe e pela Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], nessas áreas se colocam espécies de gramíneas, forrageiras, capim para os bois. O Pará é hoje um dos maiores "criadores" de bois do Brasil. 
A Amazônia tem hoje 85 milhões de bois "criados" para o extermínio, três para cada habitante humano. Na década de 1970, a quantidade desses animais era um décimo desse tamanho e a floresta estava quase intacta. Desde então, uma porção equivalente ao tamanho da França desapareceu, da qual 66% virou pastagem. A mudança foi incentivada pelo governo, que motivou a chegada de milhares de fazendeiros de outras partes do país. A pecuária tornou-se bandeira econômica e cultural da Amazônia, no processo, elegendo poderosos políticos para defender a atividade. 
ALÉM DE LUTAR CONTRA O DESMONTE AMBIENTAL DESSE (DES)GOVERNO, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO PARA NÃO COMPACTUAR COM ESSA DESTRUIÇÃO? VOCÊ PODE SIMPLESMENTE TOMAR OS DADOS COMO BASE E INICIAR UMA ALIMENTAÇÃO VEGANA, TIRANDO OS ANIMAIS E SUAS SECREÇÕES (LEITE E OVOS) DO PRATO. PELOS ANIMAIS, PELO MEIO AMBIENTE E POR SUA SAÚDE.
Mais informações sobre a DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA, QUE É CAUSADA PELA PECUÁRIA, você encontra em documentários, artigos, pesquisas, e dentre eles estão os documentários: "Sob a pata do boi" (2018), nacional, do diretor Marcio Isensee e Sá; e Cowspiracy (2014), de Kip Andersen, que você pode assistir à versão legendada aqui: www.youtube.com/watch?v=18LTa6W8wtI 
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Bolsonaro fere liberdade de imprensa, diz relator da OEA + Ato pela imprensa, no Rio
29/07/2019 | 12h15
Antes do texto abaixo, da BBC News Brasil, convidamos a todos (jornalistas ou não) para o ATO em apoio a Glenn Greenwald, à liberdade de imprensa, à democracia e contra a censura, que acontecerá nesta terça-feira (30), às 18h30, no Centro do Rio de Janeiro, na Rua Araújo Porto Alegre, nº 71. O ato é apenas um de vários que acontecerão simultaneamente em todo o Brasil e é realizado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Bolsonaro fere liberdade de imprensa, diz relator da OEA
Ricardo Senra
LONDRES | BBC NEWS BRASIL
"Ele (Glenn Greenwald) é casado com outro homem e tem meninos adotados no Brasil. Malandro, malandro, para evitar um problema desses, casa com outro malandro e adota criança no Brasil. Esse é o problema que nós temos. Ele não vai embora, pode ficar tranquilo. Talvez pegue uma cana aqui no Brasil, não vai pegar lá fora não."
As declarações que o presidente Jair Bolsonaro fez neste sábado, no Rio de Janeiro, ao comentar rumores sobre a expulsão do jornalista americano Glenn Greenwald, chamaram a atenção da principal autoridade da Organização dos Estados Americanos (OEA) ligada a liberdade de expressão.
Para o advogado uruguaio Edson Lanza, relator especial para a liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA, "o presidente do Brasil lamentavelmente parece ter se esquecido da Constituição e de tratados internacionais sobre liberdade de expressão dos quais o Brasil é signatário".
 
 
"Vejo com absoluta preocupação", disse Lanza, de Washington (EUA), em entrevista à BBC News Brasil por telefone.
Segundo Lanza, ao fazer referências irônicas à orientação sexual do jornalista responsável pela série de reportagens sobre supostos diálogos entre o ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro e procuradores da República, Bolsonaro faz "um ataque discriminatório" e incita "um comportamento de perseguição" ao jornalista e à imprensa.
"O trabalho do presidente é prevenir riscos, e não aumentá-los", diz Lanza. "Este é um discurso realmente perigoso, que desagrada e gera novas expressões de ódio. O direito à liberdade de expressão não permite que se desobedeça a direitos fundamentais para se extremar a polarização, especialmente à custa de um grupo que historicamente é discriminado (os homossexuais)", avalia.
 
 
BOLSONARO DESOBEDECERIA PELO MENOS DOIS TRATADOS INTERNACIONAIS
Segundo o relator da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Bolsonaro desobedece pelo menos dois tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.
O artigo 19 do Pacto de Direitos Civis e Políticos da ONU, que entro em vigor em 23 de Março de 1976, diz que "toda a pessoa tem direito à liberdade de expressão; este direito compreende a liberdade de procurar, receber e divulgar informações e ideias de toda a índole sem consideração de fronteiras, seja oralmente, por escrito, de forma impressa ou artística, ou por qualquer outro processo que escolher".Como ressalva, o artigo aponta que, para tal, é preciso "assegurar o respeito pelos direitos e a reputação de outrem e a proteção da segurança nacional, a ordem pública ou a saúde ou a moral públicas".
O relator lembra que a proteção de fontes jornalísticas é um princípio que faz parte do direito à liberdade de expressão, já que sem essa proteção, informações de interesse público envolvendo poderosos "dificilmente se tornariam públicas".
O tema também é regulado pelo Princípio 8 da Declaração de Princípios sobre Liberdade de Expressão da CIDH, que estabelece que "todos os comunicadores sociais têm o direito de reservar suas fontes de informação, anotações e arquivos pessoais e profissionais".
"Há uma ignorância aí sobre como funciona justamente a liberdade de expressão. Isso não é novo. Imagine se os papéis do Pentágono da década de 1970 sobre a guerra de Vietnam não tivessem se tornado conhecidos, se os jornalistas que os divulgaram não tivessem recebido a proteção da suprema corte dos EUA. Isso é protegido por leis e acordos internacionais. Um jornalista publicar algo obtido ilegalmente, mas que tenha interesse público, como este é o caso, não pode ser criminalizado e não ameaça a segurança nacional", avalia o relator.
Ele se refere aos "Pentagon Papers", um extenso documento secreto páginas do departamento de Defesa americano que mostrava que os EUA não cumpriram acordos na Guerra do Vietnã e expandiram seus ataques, enquanto informavam à opinião pública justamente o contrário. Os papéis haviam sido furtados por um ex-funcionário do Pentágono e o então presidente Richard Nixon tentou impor censura prévia aos jornais New York Times e Washington Post, que receberam os documentos. Por 6 votos a 3, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, em 1971, que a restrição era inconstitucional. "Somente uma imprensa livre e sem restrições pode efetivamente expor enganos no governo", disse então o juiz da suprema corte Hugo Black.
Lanza continua: "No caso Wikileaks, dezenas de jornais em todo o mundo publicaram informações conseguidas por informantes. O público tinha direito de saber. Deve se proteger o direito de que, se a fonte obteve ilegalmente, isso não se estende ao jornalista. Isso está estabelecido há mais de 50 anos", diz.
"Me parece que a imprensa deve pedir esclarecimentos sobre os conteúdos divulgados, e não apenas sobre quem trouxe as mensagens", continua. "Ao que parece, houve abuso de poder pelo juiz Moro, que ultrapassou suas funções. Esse é o ponto-chave, já que ninguém desmentiu as mensagens."
"BOLSONARO SEMPRE USA ESSE TIPO DE DISCURSO"
Já o artigo 13 da Convenção Americana de Direitos Humanos aponta que "não se pode restringir o direito de expressão por vias ou meios indiretos, tais como o abuso de controles oficiais ou particulares de papel de imprensa", nem por "quaisquer outros meios destinados a obstar a comunicação e a circulação de ideias e opiniões".
O texto diz ainda que a lei deve proibir "toda apologia ao ódio nacional, racial ou religioso que constitua incitação à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência".
A referência ao casamento de Greenwald com o deputado David Miranda (PSOL-RJ) e aos filhos adotados pelo casal feriria o último ponto.
Segundo o relator especial, os últimos comentários de Bolsonaro não representam "uma coisa isolada".
"O presidente Bolsonaro sempre usa esse tipo de discurso", diz a autoridade à BBC News Brasil.
"Há uma série de declarações estigmatizantes e totalmente contrárias à ordem jornalística vindo dele, de deputados do partido do governo, do filho do presidente. E obviamente há ameaças de morte contra o jornalista vindo de supostos fanáticos. A situação de risco e vulnerabilidade contra o jornalista é muito grande e, ao mesmo tempo, o presidente o chama de malandro, algo que soa como 'bandido'. Também há, como dito, uma forma de discurso discriminatório, que obviamente o expõe ainda mais."
Lanza lembra que suas posições não representam apenas a comissão da OEA, mas são compartilhadas pela ONU.
Em 1º de julho, Lanza e o Relator Especial das Nações Unidas para a Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão, David Kaye, lançaram comunicado conjunto expressando "preocupação com as ameaças, desqualificações por parte das autoridades e as intimidações recebidas pelo jornalista Glenn Greenwald da agência de notícias The Intercept Brasil, bem como com seus parentes, após a divulgação de informações e denúncias de interesse público."
No texto, os dois relatores pedem que o Brasil "conduza uma investigação completa, efetiva e imparcial das ameaças recebidas pelo jornalista e sua família".
"Também lembra as autoridades brasileiras de suas obrigações de prevenir e proteger os jornalistas em risco e garantir a confidencialidade das fontes de informação" e que "os jornalistas que investigam casos de corrupção ou ações impróprias por autoridades públicas não devem estar sujeitos a assédio judicial ou outro tipo de assédio em retaliação por seu trabalho".
"O jornalismo deve ser exercido livre de ameaças, abuso físico ou psicológico ou outro assédio", diz o texto.
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Mano Brown: "O governo Lula deu uma condição ao povo. Se na época do Lula era difícil, imagina agora!?" ENTREVISTA
24/04/2018 | 11h40
"O governo Lula deu uma condição ao povo de ter as coisas, e depois desse governo o povo quer polícia para defender essas coisas. Então ele se torna um cara de direita - um cara que defende aqueles valores velhos que fuderam ele! Isso refletiu com o preto. Você vê Fortaleza, Maceió, campeões de homicídios no Brasil - morre preto pra caralho! Se na época do Lula era difícil, imagina agora, parceiro! Você acha que esses caras [políticos] vão estar ligando pro que acontece no interior do Nordeste lá? Aí os moleque vira facção, mesmo, pra se proteger, proteger o outro. Aí o crime organizado vai ganhar força, mesmo. Porque o crime organizado já está atuando há muito tempo - em Brasília! Então as facções vão se organizar no Brasil todo, pra se proteger e pra sobreviver! Mas as facções precisam da paz pra ganhar; já o sistema precisa da guerra, pra vender bala, vender arma, pra empregar mais gente na polícia, pra fazer mais cadeia. Bezerra da Silva, antes de morrer, fiz um show com ele e ele me falou assim: 'Brown, cadeia é que nem show: tem que estar lotado pra dar dinheiro!'."
VEJA, CLICANDO AQUI NESSE LINK, A ENTREVISTA COMPLETA DE MANO BROWN AO DIPLOMATIQUE BRASIL. ELE FALA DOS RACIONAIS, PERIFERIA, FACÇÕES, POLÍTICA, SUA TRAJETÓRIA MUSICAL E MUITO MAIS COISAS.
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Denúncia contra Aécio é julgada hoje:propina de R$2mi da exterminadora de animais JBS
17/04/2018 | 02h01
Por: Coletivo Vegano (publicado originalmente aqui, no Medium do Coletivo Vegano)
O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça-feira (17), com início às 14h, uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que é acusado de corrupção e obstrução da Justiça, em investigação derivada da delação da JBS. Se a denúncia for aceita nesta terça-feira, Aécio se tornará réu no STF pela primeira vez e responderá a processo pelos crimes nos quais é investigado. Aécio é acusado de receber, no mínimo, R$2 milhões em propina, de Joesley Batista, da JBS (empresa que é a maior exterminadora de animais do mundo!), em troca de favorecer a JBS politicamente e defender interesses do grupo. Aécio afirma que essa grana era para pagamento de advogado, mas a Polícia Federal afirma que esses R$2 milhões não chegaram ao advogado do tucano.
Além de Aécio, são investigados: sua irmã, Andréa Neves; seu primo Frederico Pacheco; e o assessor de Zezé Perrella (senador dono do helicóptero com meia tonelada de pasta-base de cocaína – “Helicoca”).
Nesse processo de investigação da JBS, executivos do grupo disseram ao Ministério Público que, em 2014, pagaram, no mínimo, R$60 milhões em propina para Aécio. De acordo com informações relacionadas às denúncias, Aécio teria ajudado na liberação de créditos de R$12,6 milhões de ICMS da JBS Couros e dos créditos de R$11,5 milhões de ICMS da empresa “Da Grança”, adquirida pela JBS na compra da Seara. Também existem informações de que a JBS ajudou na compra de partidos para entrarem na coligação de chapa candidata à presidência, encabeçada pelo PSDB (chapa derrotada por Dilma Rousseff).
A colaboração dos funcionários do frigorífico foi confirmada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. De acordo com relatos aos procuradores, nesse histórico de escândalos, a JBS emitiu uma série de notas fiscais frias a diversas empresas indicadas pelo senador; e um primo de Aécio, Frederico Medeiros, teria sido indicado para receber valores em espécie.
A sujeira envolvendo o grupo que assina o maior extermínio de animais do mundo parece não ter fim. Além desse valor de no mínimo R$60 milhões pagos em propina, a JBS também chegou a afirmar que, após a campanha de Aécio para a presidência, em 2014, o frigorífico "vendeu um imóvel superfaturado por R$ 17 milhões a pessoa indicada por Aécio, com o fim de fazer chegar a Aécio o dinheiro". O pagamento, segundo a delação, por meio de transferência bancária.
Os executivos da empresa relataram também que em 2016 o senador pediu mais um valor de R$ 5 milhões.
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Rafael Diniz pode ser cassado.É investigado por abuso de poder econômico e outros crimes
16/04/2018 | 11h23
O futuro de Campos pode ser decidido nesta segunda-feira (16). No Tribunal Regional Eleitoral (TRE) haverá o julgamento, com início às 17h, de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que pede a cassação do prefeito de Campos, Rafael Diniz, e a vice-prefeita, Conceição Sant’Anna. O processo nº 72644/2016 apura o uso de instituto de pesquisa, hospital e jornais que teriam favorecido a candidatura de Rafael Diniz nas eleições de 2016.
O julgamento estava marcado para o último dia 5, mas foi adiado a pedido dos réus. A AIJE pede a cassação da chapa e a inelegibilidade de todos os réus por abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação social, captação ilícita de sufrágio e outros crimes. A Procuradoria Regional Eleitoral já chegou a dar parecer contrário a cassação.
Texto: Fabrício Lírio (www.facebook.com/liriofabricio) Foto: Thaís Tostes (Rafael em carreata em Guarus, 2016)
Foto: Thaís Tostes
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Tiros à Caravana de Lula vieram de fazenda de homem anti-MST e investigado por ameaça de homicídio
12/04/2018 | 10h46
Reportagem por: Carta Capital
Os tiros disparados contra os ônibus da caravana de Lula no último dia 27 de março no interior do Paraná vieram de uma fazenda pertencente a um homem com histórico de enfrentamento com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, investigado por ameaça de homicídio a lideranças políticas locais e que declara abertamente seus sentimentos de raiva e rancor tanto por Lula quanto pelo MST.
Seu nome é Leandro Langwinski Bonotto. Ele é fazendeiro, tem 45 anos e mora na cidade de Quedas do Iguaçu. A delegacia de Laranjeiras do Sul investiga denúncias recebidas contra ele e disse que solicitará ao chefe de polícia do município vizinho os autos referentes ao suspeito. Bonotto nega qualquer envolvimento com os disparos e afirma que, quando efetuados, não estava na propriedade.
Dias antes do juiz Sérgio Moro expedir o mandado de prisão de Lula e confiná-lo em Curitiba, o ex-presidente fazia um périplo pela região Sul do País, uma das etapas da “Caravana pelo Brasil”, o quarto ciclo nacional de viagens para encontrar eleitores.
Além dos milhares de habitantes que foram ao encontro de Lula em cada um dos municípios por onde passou, nesta caravana assistiu-se pela primeira vez a um movimento pequeno, organizado majoritariamente por apoiadores do deputado Jair Bolsonaro, de confronto violento com o ex-presidente e sua comitiva.
O "tratoraço" convocado por ruralistas no município de Bagé, logo no início da caravana, com a leniência da polícia estadual, seguidos de pedradas e ameaças com barras de aço, seria padrão em praticamente toda caravana, Em São Borja foram socos, chutes e até chicotadas. Houve bloqueio de estrada em Passo Fundo, dezenas de ovos atirados em Chapecó, ovos e pedradas a caminho do Paraná.
A escalada, denunciada diariamente às autoridades de segurança e ao público pelas lideranças do PT, chegou ao ápice entre os municípios de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no oeste paranaense.
Na rodovia PR-473, no trecho entre as duas cidades, um agressor acertou dois tiros num dos ônibus da caravana que levava jornalistas escalados para a cobertura da viagem. Uma das balas, disparada a menos de 20 metros do veículo movimento, atingiu e perfurou a fuselagem lateral. O segundo projétil ricocheteou num dos vidros das poltronas dos passageiros, sem quebrá-lo.
Desde o ocorrido, em 27 de março, a Polícia Civil do Paraná investiga a autoria dos disparos. Até agora, apenas um nome chegou às autoridades, que trabalha com depoimentos de quem estava no ônibus, laudo pericial das balas e do possível local dos disparos e testemunhos de quem vive e conhece a região em que o crime ocorreu.
Que foi um crime, não se discute. Dano, disparo de arma fogo e tentativa de homicídio são os tipos penais possíveis. A descoberta da autoria e sua motivação definirão todos os elementos do caso. Por ora, o que existe é um conjunto de indícios que afunila essa investigação, ainda longe de ser encerrada.
O local dos disparos
O jornalista Antonio Alonso Junior, um dos autores desta reportagem, estava no ônibus alvejado. Tem vivo na memória o momento do ocorrido. Colocou à disposição da polícia todos as informações que registrou. Os dados da perícia corroboram sua lembrança e anotações.
O local de onde partiram os tiros fica na altura do quilômetro 29 da rodovia PR-473, um gramado verde e rasteiro que se estende por cerca de 100 metros ao longo do lado direito da estrada para quem segue de Quedas do Iguaçu para Laranjeiras. A pequena clareira contrasta com a vegetação fechada, as grandes plantações e as pastagens que preenchem os arredores.
Conhecido o local, com base no horário das imagens feitas em diferentes pontos do caminho, é possível afirmar que o ataque aconteceu entre 16h51 e 17h14 de 27 de março.
No ônibus, não se escutou os estampidos da arma. Ouviu-se o impacto dos projéteis contra a lataria e o vidro do carro. De início, ninguém sabia tratar-se de um atentado armado. Era o oitavo dia de caravana e o ônibus havia sido alvo de diversos outros ataques. Mas aquele som era diferente, seco, mais rápido, um pouco mais agudo.
Segundos se passaram e não aconteceu a esperada chuva de pedras. Veio então o segundo tiro. Desta vez, uma marca no vidro e um zumbido no ouvido da jornalista ao lado da janela atingida. Não se viu ninguém na área de grama baixa. Mais alguns metros e o ônibus seguiu em frente em um trajeto ladeado por mata fechada.
Só 30 minutos após os disparos o ônibus parou, quando o motorista avisou que os pneus tinham sido furados por “miguelitos”, pregos retorcidos atirados na rodovia para sabotar a caravana. Só ali, alguns quilômetros distante dos disparos, foi possível constatar a segunda marca de bala, na lataria.
A perícia da Polícia Civil do Paraná confirma que os tiros foram dados de uma altura elevada em relação ao ônibus, possivelmente de cima de um barranco ou árvore. O local exato do ataque fica em um barranco com árvores. O primeiro tiro foi disparado logo depois de o ônibus ter passado, a uma distância de 19 metros. O segundo foi dado a uma distância bem maior, provavelmente mais de 50 metros, e de um ângulo muito mais fechado. Por isso, a bala não teve força para quebrar o vidro.
O dono da área
Não se sabe se o agressor invadiu a fazenda ou se estava lá, o que se sabe é que a região dos disparos (identificação feita por mais de uma testemunha que estava no ônibus) é parte de uma propriedade situada nos limites do pequeno município de Espigão do Alto do Iguaçu, entre Quedas e Laranjeiras.
Ela pertence a Leandro Bonotto, morador de Quedas do Iguaçu. No local, mora seu pai, o fazendeiro Jocemino Bonotto. Em conversa com a reportagem, ambos negaram envolvimento com os disparos.
“Não sei, não ouvi nada, que eu saiba esses tiros foram a uns 15 ou 20 quilômetros daqui”, afirmou Jocemino em entrevista a poucos metros do local identificado.
“Não sei de nada disso. Eu estava em casa na hora dos tiros”, disse Leandro, sem abrir o portão para receber a reportagem. Sobre sua relação com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que mantém acampamentos e assentamentos na região, e sobre o que achava de Lula e da caravana, disse não ter opinião formada nem nada contra o movimento rural ou o ex-presidente.
Processos judiciais em andamento, boletins de ocorrência, denúncias de ameaça de homicídio e testemunhos dos cidadãos do município de Quedas do Iguaçu contradizem, porém, o fazendeiro.
A família Bonotto disputa desde a década de 1990 a posse e a propriedade de terras da região destinadas pelo Incra à reforma agrária. Um assentamento do MST prosperou durante 11 anos, até que os Bonotto, em 1999, obtiveram na Justiça uma ordem precária (provisória) de reintegração de posse, e mais de 300 famílias foram removidas da propriedade.
Os tratores destruíram as casas, plantações e instalações de animais. Em 2003, no primeiro ano do governo Lula, o MST voltou a ocupar o terreno, beneficiado por uma decisão judicial em favor do Incra, que voltou a destinar a terra à reforma agrária.
Ao todo, de acordo com dados de processos públicos protocolados no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, as ações judiciais nas quais figura o patriarca Jocemino Bonotto em disputas de terra com o Incra e o MST somam 15,49 milhões de reais. São 49 processos judiciais administrativos e dois criminais, estes em segredo de Justiça. Leandro Bonotto é parte de 53 ações e o montante envolvido chega a 15,36 milhões.
Leandro é descrito como um homem enérgico, sempre armado e que não leva desaforo para casa. “Aqui neste bar mesmo ele disse que passou duas vezes em frente ao hotel onde estavam estacionados os ônibus do Lula, mas que não fez nada ali porque tinha muita gente”, afirma um morador da cidade que pede anonimato.
Em janeiro do ano passado, a Ouvidoria Agrária do Incra na região, por meio do ouvidor Raul Cezar Bergold, recebeu a denúncia de que Bonotto e um grupo de fazendeiros preparavam o assassinato de três lideranças do MST, incluído um advogado e ex-vereador de Quedas do Iguaçu. Lavrou-se um Boletim de Ocorrência na delegacia local. O ouvidor do Incra foi além: fez um relatório sobre o caso e enviou ao Ministério Público do Paraná, à Secretaria de Segurança estadual e à Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
O relatório, de 16 de janeiro de 2017, solicita:
“Diante da denúncia e das informações que apresentamos, pedimos que as ações de sua competência sejam adotadas, sobretudo para a prevenção do conflito e para a proteção da vida e da integridade das pessoas indicadas, bem como de outras que estariam envolvidas no considerado conflito, colocando-nos à disposição para esclarecimentos e providências conjuntas que se façam necessárias.”
O BO foi registrado na delegacia de Quedas do Iguaçu sob o número 2017/95984, em 24 de janeiro do ano passado, às 15h36, com a descrição de “AMEAÇA CONSTATADA - CRIMES CONTRA A PESSOA”.
O delegado Elder Lauria, responsável pela investigação sobre os tiros na caravana de Lula, informou à reportagem que vai solicitar à delegacia de Quedas do Iguaçu uma cópia do boletim de ocorrência, bem como relatos dos desdobramentos. Informou ainda que a polícia investiga as denúncias que chegaram e “levará autos da investigação com as informações sobre este caso”.
De acordo com o delegado, Leandro Bonotto e seu pai serão chamados a depor.
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Desculpa, mas um líder dos sem-teto (MTST) e uma indígena vão disputar a Presidência
06/03/2018 | 10h22
Está marcada para acontecer neste sábado, 10, na capital de São Paulo, a Conferência Eleitoral do PSol. Na Conferência, o partido vai lançar seus candidatos à presidência da República nas eleições de 2018. Dois nomes que já foram pré-lançados (no último final de semana, na Conferência Cidadã, em São Paulo-SP) foram os de Guilherme Boulos (coordenador do MTST) e da indígena Sonia Guajajara, à Presidência e à Vice. Temos um líder dos sem-teto e uma indígena como potências para coordenar o Brasil. Uma grande chance para a nossa democracia; uma grande chance para mudarmos, sem medo, o país!
Guilherme Boulos é líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e há pouco tempo foi preso pela Polícia Militar por negociar ajuda a 700 famílias sem-teto para elas terem direito à moradia. Sonia Guajajara, por sua vez, é coordenadora executiva da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e liderança inquestionável nas principais lutas indígenas dos últimos anos.
Veja aqui nesse link um vídeo da Conferência Cidadã, no qual Boulos comenta sobre por que ele é pré-candidato à presidência da República.
Vamos juntos sem medo de mudar o país!
Fotos: Mídia Ninja e MTST
Ocupação do MTST, em São Bernardo do Campo-SP
Ocupação do MTST, em São Bernardo do Campo-SP / Ocupação do MTST, em São Bernardo do Campo-SP
ENTITY_sharp_ENTITY Ocupa Paulista!
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Formação de tabuleiro: Rafael Diniz se reúne com Pezão, Cesar Maia e Rodrigo Maia em Volta Redonda-RJ
05/03/2018 | 11h05
Na última sexta-feira (2), o prefeito de Campos, Rafael Diniz, se reuniu, em Volta Redonda-RJ, com o (des)governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB). [Segundo o Diário do Vale, Rafael Diniz apoiou Pezão em 2014 pra ganhar em troca o apoio financeiro de $érgio Cabral para sua campanha de prefeito de Campos em 2016]. Em Volta Redonda-RJ, Rafael também se reuniu com o ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao governo do Estado, Cesar Maia; e com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, filho de Cesar Maia. O jogo político já começou. As notícias de que Rafael Diniz faz aliança com Pezão não surpreendem em nada. O foco neste ano é a eleição de Cesar (para governador). Está em curso uma grande coalizão com o objetivo de eleger o representante da elite carioca. Nesse cenário dessas alianças que estão sendo feitas, é claro que o Estado do Rio está com uma lacuna de lideranças políticas que realmente representem a vontade atual da população, e prova dessa lacuna é a quantidade de pessoas nas ruas em protestos - sozinhas e organizadas - reivindicando direitos que não têm sido supridos pelos atuais governantes mandatários de suas pastas. E em Campos-RJ isso não é diferente.
No município, temos como representante máximo alguém que apresenta um dos piores índices de aprovação de toda a história política local. Basta andar nas ruas, em horários de pico no fluxo de pessoas, para ouvir péssimos comentários sobre a administração atual. Em Campos, há vários candidatos se lançando para representar a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa, e isso causa muita preocupação, porque neste jogo entre o capital e a verdadeira vontade de se construir uma nova sociedade possível, esta última opção acaba saindo atrás na largada. Por muitas vezes, idealistas ideológicos chegam a acreditar que serão capazes de superar a força do monstro capital sem, pra isso, estarem inseridos ou criarem uma mínima aglutinação de forças populares. O Coletivo Poder Popular precisa promover a união das forças representativas, com o objetivo de dar asas ao sucesso político eleitoral.
Foto: Diário do Vale
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Veja o VÍDEO do #28A em Campos-RJ! #ReformaNÃO!
04/05/2017 | 11h37
Veja, clicando aqui neste link, o vídeo do #28A em Campos-RJ!
#OBrasilParou!
#OcupaAsRuasContraOsRetrocessos
#ReformaNÃO!
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Thaís Tostes

thaistostes108@gmail.com