Material escolar tem alta de 8%
Paulo Renato do Porto 14/01/2020 08:48 - Atualizado em 14/01/2020 08:49
A dona de casa Michele Tavares disse que a educação dos filhos é um investimento
A dona de casa Michele Tavares disse que a educação dos filhos é um investimento / Genilson Pessanha
O período letivo ainda está longe de começar, mas a procura por itens do material escolar tem se intensificado nas livrarias e papelarias de Campos. Muitos pais aproveitam o início do ano e as férias para fazer logo as compras ou pesquisar os custos. Como ocorre todos os anos, a variação de preços é considerável em relação a um mesmo produto, mas o comerciante Luiz Cláudio Dias Rangel alerta.
— É um mesmo produto, mas de tamanhos, modelos ou marcas diferentes que interferem no preço de um artigo para o outro. Só para ficar num exemplo, aqui nós temos uma borracha de R$ 0,15, e uma outra que custa R$ 6,95 — explicou. Em média, segundo Rangel, a variação de preços no custo do material escolar é de 8%.
Em alguns estabelecimentos, havia uma lista de produtos com variação de 15 preços diferentes. Além da borracha, a mochila era um dos itens de maior variação com preços de R$ 15,50 a R$ 150,00, o que representa perto de 1.000% de diferença.
Rangel alerta que cadernos com ilustrações de super-heróis custam mesmo mais caros. “O fabricante paga royalties para uso da marca da ilustração”, lembrou.
Percorrer diferentes estabelecimentos durante os primeiros dias do ano para comparar preços é a estratégia adotada pela corretora de imóveis Dayse Ribeiro, que utiliza o método há três anos desde quando sua filha, 6, começou a ir à escola. “Por incrível que pareça, este ano estou achando tudo mais em conta. Já pesquisei em várias papelarias e fiquei surpresa. Este ano quero gastar menos na compra do material escolar. Pesquisando preços em várias lojas, o preço sai bem mais em conta”.
A dona de casa Michele Tavares disse que compra o material escolar na mesma papelaria há vários anos e procura não se deixar levar pelas marcas que encarecem o produto, mas ao mesmo tempo busca investir na filha Sara. “Vejo educação como um investimento, não como um gasto. Venho aqui todos os anos, só não compro o uniforme e os livros porque já vem encomendado da escola”, disse.
O Procon/Campos informa que a pesquisa de preços que realiza a cada ano neste período para auxiliar o consumidor ainda está em fase de elaboração.

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